quarta-feira, 15 de março de 2006

Vagabundo

Vagabundo

Perdido do caminho
ninguém te segura
caminhas sozinho
com a tua amargura

Mão estendida ao vento
para a gente do mundo
dignidade num tormento
de um pobre vagabundo

Madrugada fria, e impávida
soam as horas na escuridão
não há alma, não há dádiva
para um leito feito de solidão

Nas entranhas da cidade
as lembranças do passado
embriaguez sem vaidade
de uma vida sem cuidado

Autor: Anónimo

quarta-feira, 8 de março de 2006

Palavra

Palavra

Palavra...é arma contundente,
resposta pronta da hora certa,
é flor que anima o descontente,
é chamativa e o desperta.

Palavra há, que move moinhos,
tritura o duro e maior grão...sensatez,
que abre caminhos,
num empedernido coração!

A palavra que fere, dói e mata
é voz dita, da ira d' alguém,
é profanação que arrebata...

E, eu achei no beiral da razão,
palavras caídas e já gastas,
deitei fora...joguei-as ao chão!

Autor: Anónimo

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Proximo poema se faz favor

A pedido de alguem especial abri de novo a loja.lol Pronto cá ta mais um poema para enriquecer este blog :)


Curiosidade

Quantos braços já te abraçaram
sem te quererem abandonar?
Quantos, quantos, imagino,
apesar de não querer pensar...

Quantos lábios já te beijaram,
proclamando querer te amar?
Quantos, quantos, imagino,
apesar de não querer pensar...

Faz de tua vida um segredo,
e de meu amor por ti sofrer,
Deixa que eu sempre imagine,
apesar de não querer saber

Autor: Anónimo

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Ser Poeta




Num Blog onde a poesia é rainha não podia faltar o poema dos poemas, o poema que reflete os poetas, e o que eles representam;)

Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim ...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente ...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Autor: Florbela Espanca

Para interessados aqui fica um link sobre a vida de Florbela Espanca
http://www.vidaslusofonas.pt/florbela_espanca.htm

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006



Mulher!

Na tela pintada por um pintor solitário
Um rabisco de beleza do teu olhar
Que me fixa e lentamente me hipnotiza
Como uma flor colhida do Éden.
A tua delicada e macia pele
Tocada pelos Deuses latinos.
Os teus lábios juntos aos meus;
O encontro de dois Mundos distintos,
Dois sonhos que se cruzam e se unem
Dois corpos que na intimidade se formam num.
Dentro desse sonho abstracto e irreal
Uma imagem de uma Deusa bela como Vénus;
Preenche o altar vazio do meu coração
E enche de alegria o universo dos prazeres,
E as nossas mãos se cruzam neste ritual
Secreto e silencioso à sombra da luz da lua!
Uma palavra que nunca é pronunciada
Olhares interligados que se devoram;
Um perfume que queima a mais cruel das almas,
Uma cama que ficou por arrumar.
Perto de ti, tudo é irreal... Imaginário;
Uma carícia que me queima a pele;
Odores exóticos e românticos
Versos lançados ao vento do norte,
Pétalas que caiem no chão enlameado.
Neste Outono com cheiro a morte...
Mas quem vive para o amor
Tem-te como a sua fonte de vida,
Porque és tu - Deusa, vampira;
A mulher perfeita que eu sempre venerarei...


Autor: Anónimo

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006


Encontrei este poema, e resolvi postar aqui, mas o que mais me chamou a atenção foi a idade de quem fez(ou copiou) o poema, é como se diz o talento não tem idade :)



Eu

Quero escrever versos,
Versos de amor, de ironia,
Quero preencher todos os espaços,
Desta folha vazia.

Quero, ao escrever,
Ser completamente livre,
Lembrar-me do que quis ter,
Mas que nunca tive.

Quero com estas tantas palavras,
Que escrevo sem encontrar fim
Encher além destas folhas brancas,
Os espaços imensos que há em mim.

Lembrar, esquecer
Dormir, acordar,
Desejar morrer,
E depois lamentar.

Senti a presença da solidão,
Ri as lágrimas que não chorei,
Agindo com o coração,
Sempre errei.

Escrevo partes do que sou,
E dedico-tas a ti,
Mas só eu o sei,
Não sairá daqui.

Todas as lágrimas foram enxutas,
Neste pedaço de papel, que agora é um pouco de mim,
As minhas palavras sentidas, doces ou brutas,
Assim como eu chegaram ao fim

Autor: Inês Delgado, 13 anos, Lisboa(retirado dum site de poesia anónima)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Mais um para a colecção :)




Amor e Poesia

Quis fazer um verso de improviso
Sem medir as palavras que te digo
Que elas me viessem do coração
Puro de Amor só de Saudade e de Emoção

Vi-te hoje em sonhos comigo
Serena celestial e tão amiga
Logo que acordei sobressaltado
Quis fixar para sempre este poema

Como nota de piano que se improvisa
Assim quis dar a melodia
A este verso que te canta
o encanto que me ofereceste

Para que durasse a Eternidade
E ficasses sempre comigo
Nesse Sonho assim emoldurado
E te levasse comigo para toda a parte

Que posso eu dizer Virgem Pura
Amor Antigo Meu segredo
Quando me visitas assim de surpresa
Nos meus Sonhos apareces muito Bela

Que posso eu dizer ..Apenas Sentir
Imaculada da minha Alma
Borboleta Suave Carícia Suave
Onda do Mar calmo Meu Amor

Quero Ser o Secretário de Estado
Do teu Ministério da Poesia
De que tu és Musa Sonhadora
Minha Eterna e Bela inspiradora

Não consigo esquecer-te
Amor da minha alma e coração
Sonho com teu olhar tão belo
Com teu sorrisso que é afago terno

És a Caravela do meu Sentir
à descoberta de novos mundos
Vem comigo partilhar rumos
Só de Amor Poesia e versos

Autor: Anónimo

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Cá vai o primeiro poema deste blog :)

APAIXONADO

Momento rasgado em minha vida
Procuro-me mas não me encontro
Paixão que abriu tão grande ferida
E transformou meu ego em nada

Nunca pensei que existisse neste mundo
Alguém que num bambolear de ancas
E num trocar de sorrisos quase mudo
Pudesse do meu coração quebrar as trancas

Agora tudo o que faço dedico a ti
Me vejo perdido sem identidade
Pois sem saber se poderei viver sem ti
Antes de te perder já sinto saudade

Saudade de te ter junto de mim
E de lambusar desse amor sem parar
Saudade de me encontrar novamente enfim
E de novo ao meu ego me amarrar


Autor: Anónimo

Blog apenas para quem gosta

1º Post desde blog...que se pode dizer em relação a ele, que vai ser fixe? não. Que vai ser divertido? Não... então voces perguntam que raio vai ser este blog...eu respondo não sei.lol

Agora falando mais a serio, este blog vai ser dedicado no essencial a poemas e seus derivados :)

Vamos lá ver se tenho pachorra para isto.lol